sábado, fevereiro 10, 2007

Who wants to be a Serial Killer?

Não sou médica forense, antropóloga, investigadora do FBI, especializada em perfis psicológicos, nada disso, mas quanto mais eu assisto seriados investigativos mais eu fico fascinada por episódios com serial killers...Nada mórbido ou sádico, porém quando a gente assiste a um episódio de CSI com o Paul Milander a gente já sabe que vem coisa boa. Quando a polícia, o FBI, a CIA, a Scotand Yard ou o catso a quatro não conseguem prender o culpado de um crime, a gente torce para que o filho da mãe apareça de novo. Para mim, o melhor filho da mãe é o Howard Epps, de Bones, meu já declarado antigo-guilty-pleasure-que-não-é-mais-guilty-de-tão-cool-que-ficou. O cara apareceu pela primeira vez na primeira temporada da série e, mesmo dentro da cadeia e tendo menos de um dia de vida antes de ser executado, conseguiu provar-se culpado de outros crimes só para ser julgado novamente e evitar sua morte precoce, enganando todo mundo (inclusive o espectador) que torcia contra o tempo para que Booth e os Squints pudessem salvar o suposto inocente da cadeira elétrica. Excelente episódio. Assim como são os outros do Epps. O cara simplesmente é brilhante...
Junto de Howard Epps, Paul Milaneder e Theodore Bagwell encontramos o pacato Dexter. O cara é um policial americano simples, calmo, metódico...E que é um assassino de Serial Killers.
Um bizarro justiceiro, por assim dizer. Dexter dá o nome à série que já garantiu sua segunda temporada completa com menos de meia temporada de exibição na terra do tio Sam. Parece que o cara manda bem mesmo...
Cara de bobo, morando sozinho, sem namorada, sem filhos, com relacionamento conturbado com a mãe... é esse o perfil de famosos assassinos em série nos programas. O empacotador do supermercado pode ser um. O cara que atende no balcão da farmácia pode ser outro. Aquele que trabalha reconhecendo firma no cartório tem potencial também...
Esse jeito frio e calculista dos serial killers (incluindo nessa brincadeira: John Doe, Hannibal e Patrick Bateman) pega a gente de calças curtas porque acabamos torcendo tanto para que esses caras apareçam de novo em um capítulo futuro, que a gente se vê esperando que o Grissom e a Dra Brennan deixem os malucos escaparem...Pelo menos por mais um capítulo.
E enquanto a gente espera pelo filho da mãe aparecer de novo, a gente se ocupa fazendo atividades do dia-a-dia. Como supermercado.

Marcadores: , , ,

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Crime Scene Intermitations

Acabou de passar o primeiro episódio da terceira temporada de grey's e, enquanto escrevia o comentário abaixo, ouvia o The Who cantando Who Are You, na abertura de CSI.
CSI é uma série curiosa...Tem personagens totalmente não carismáticos, histórias nojentas, um enredo muitas vezes previsível e, mesmo assim, consegue prender a atenção de muita gente (inclusive a minha):
O toda-vez-que-falo-algo-brilhante-levanto-a-sobrancelha, do Grissom
A eu-fui-stripper-e-tenho-uma-filha-adolescente, da Catherine
A sou-bizarra-e-falo-rouco-mas-catei-o-chefe, da Sarah
O sou-um-mano-bonzinho-inteligente-e-casei-do-nada, do Warrick
O queria-ser-um-jogador-de-futebol-americano-mas-sou-CSI, do Nick
O finalmente-não-sou-mais-apenas-um-coadjuvante-qualquer, do Greg
e o cara manco que é legista que eu não sei o nome. mas ele é o manco legista.

CSI começou muito bem e alternava capítulos bons com episódios brilhantes. Mas aí veio a quarta temporada...Mágicos, vampiros, Et's...que porra foi essa?
Aí surgem as franquias e as cópias com outro nome de uma série bacana que estava em crise. Essas séries sugeriam alguma coisa de diferente da turma do Grissom. Algumas tinhas pessoas desaparecidas e não mortas. Outras desenterravam casos arquivados. Outras combatiam bactérias (What the fuck?). Algumas acompanhavam até o julgamento do culpado, mas todas, sem sombra de dúvida focavam também na vida pessoal dos investigadores. Coisas que CSI não fazia. Até a última temporada. Mas que coisa mal feita e bizarra. Colocar o manco legista cantando rock and roll não é o sinal de vida pessoal. Colocar um cara casando do nada também não. Mostrar a vida dura da ex-stripper que é filha de um mafioso a mesma coisa. Filhas drogadas que viram prostitutas é uma coisa bizarra.
Tudo bem, estavam reclamando da falta de humanindade dos peritos, mas jogar tragédia depois de tragédia de uma vez só fez com que a série ficasse absolutamente cansativa, surreal e perdesse o foco. Muita bizarrice levada a sério não é sinal de realismo. A única coisa que eles acertaram foi no romance do Grissom com a Sarah. Eu não suporto nenhum dos dois, não acredito que eles combinam e acho os dois muito canstrões, mas vejo o porquê do relacionamento acontecer. Bacana, os dois na cama discutindo o caso no último capítulo da temporada, cliff-hanger bonitinho e surpreendente. Começa a temporada nova e aí? Nada de nada. está implícito que há um romance escondido, mas não houve mais foco nenhum no relacionamento, que era a única coisa humana num grupo de pessoas bizarras que combinam de sair com gângsters, dançam em um mastro de bar, são enterradas vivas e deixam suas parceiras serem aparentemente estupradas...
Bom, what happens in vegas stays in vegas, right?

Marcadores: ,