sexta-feira, maio 18, 2007

Acabaram-se os doces...

Pois é garotada...Só sobrou salgado...

(Post com alguns spoilers insignificantes)

Eu tinha ficado satisfeita com o cancelamento já tardio de Gilmore Girls, mas não queria celebrar porque, lá no fundo, eu tinha consciência de que Veronica Mars seguiria o mesmo rumo e, como diria Earl Hickey, "what goes around, comes around". Então eu li que era verdade. Que a melhor série teen da atualidade (para não dizer "de todos os tempos") não existe mais. Que Logan e Veronica não vão ter mais diálogos ótimos. Que Mac não vai mais ser aquela nerd descolada. Que Wallace não vai mais dar aquele sorrisinho fofo. E que o papai Mars não vai mais perder cabelo.
É estranho falar sobre sentir saudades de uma coisa que eu descobri há tão pouco tempo (as duas primeiras temporadas foram vistas em uma semana), mas nós, amantes de séries, entendemos o que é isso. Tem gente que ainda morre de saudades de Tarzan, de Smith, de My So Called Life...e todas esses programas duraram menos do que uma temporada.

É, macacada...

Não são só as noivas...Para quem acompanha séries pela Net, o mês de maio é o mês mais importante do ano. Não somente é o mês das Seasons Finales, como é também época de anúncios de renovações e cancelamentos. God Knows o quanto a gente sofre com essas coisas. O ano passado foi tenso: Veronica Mars renovada por pouco, Everwood preterido por 7th Heaven, a bonitinha Related mandada para o lixo, as premiadas Arrested Development,The West Wing e Will & Grace dizendo adeus... Tudo bem, foi triste...
Mas não sei porque, esse ano e esse mês foram um baque.

A gente já esperava a despedida de Studio 60 e Veronica Mars, mas foi forte. E não foi só. Extras não volta para uma terceira temporada. According to Jim acabou, The Nine se despede sem final (e sem surpresas), Jericho vai embora e a maldição de Friends também seguiu seus criadores em The Class... E ainda teve muita série renovada que, mesmo assim, ficou diferente. Addison Shepherd se despede de Seattle Grace, Ted e Robin terminaram pra sempre em How I Met Your Mother, Abby, Kovac e Ray vão sair do County General, Ana Luísa e Lucas foram embora pra Boston (eu sei que não tem nada a ver com série, mas Paraíso Tropical me pegou desprevenida!), o futuro de Sarah ainda é incerto em CSI, Charlie vai embora do Havai e quase todas as housewives mudaram de sobrenome...
Poxa...Quanta mudança pra quem está acostumada com horários e rotinas como nós, não é mesmo?
ainda um pouco confusa, me despeço com uma frase do Robert Lloyd, publicada primeiramente no Los Angeles Times e depois no blog Legendado...

"Há, obviamente, várias razões para querer que boas séries continuem - mesmo quando seus próprios criadores não concordam. (...) Não é que nós não consigamos viver sem eles, nossos amigos fictícios - no fim, são eles que não vivem sem nós."

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quarta-feira, maio 02, 2007

Os Hiros da Vida...

"Save the cheerleader, save the world."
Hiro Nakamura, Heores

Me pediram para escrever sobre Heroes e eu vou obedecer. (principalmente porque eu percebi que ainda não tinha mencionado o maior fenômeno dessa nova safra de séries...)Vamos então!

Eu gosto muito de Super-Heróis, gosto mesmo. Dia 4 estarei na fila para o terceiro Homem-Aranha. Batman: O Retorno é fudido. De Harry Potter até Peter Pan eu tô dentro. Até acompanhei "Who Wants to Be a Superhero" de longe. Mas Heroes...Heroes?
Vocês podem me julgar mal mas a verdade é que só assisti ao primeiro episódio da série o que, para mim, foi o suficiente. Já perdi a conta de quantos me disseram para dar mais uma chance para a turma do Hiro "já que o primeiro episódio é o mais fraquinho e tal", mas o fato é que o seriado não me animou. Sem o mínimo de preconceito com quem assiste (convenhamos que assistir à Heroes não é a mesma coisa que assistir à 7th Heaven), mas...Que série mais fraca!
Eu tento conseguir o máximo de informações possíveis das séries que escrevo, inclusive assisto muita coisa que não me apetece, mas simplesmente não possuo a mesma tara pelo Peter Petrelli como possuia pelo o Jess Mariano (e olha que eu nem curto Gimore Girls). Nem sei o que bateu em mim, normalmente ficaria vidrada numa série tão pop e cool como Heroes, mas o fato de não ter Universal na minha TV não foi vital na minha não-iniciação-super-heróica. Poderia fazer o download pela internet (como fiz com o episódio piloto, meses antes da Universal estrear aqui) mas optei por não continuar com o programa. Não ia ficar baixando mais um seriado pela internet quando tenho faculdade, família, Bones e How I Met Your Mother para me importar. Simplesmente não tenho tempo de sobra (como o queridinho Hiro) e nem disposição para assistir a mais uma série com um puta mistério complexo que, provavelmente, só vai ser resolvido ao anoitecer da sétima temporada.
Para sair um pouco dessa amargura com Heroes, pelo menos vou elogiar alguma coisa...Embora eu ainda me veja como espectadora de Lost (ainda não assisti nada nessa terceira temporada, mas me convenci a esperar pelo DVD - 0 que está se revelando a ser um alívio), tenho que tirar o chapéu para Heroes no quesito "mistério": Heroes é uma série pop, de super-heróis e, com a mais absoluta certeza, terá como maior segredo uma revelação sobrenatural. Já Lost é um seriado que se propõe a ser levado na maior seriedade, mas que ainda não se revelou ser totalmente científico ou absolutamente sobrenatural. Isso, além de cansar muito, corre o sério risco de ter um final totalmente frustrante, com uma alternativa absolutamente ridícula e inesperada de tão non-sense (como no filme Vanilla Sky)
Mas voltando para a Paula amarga com Heroes...
Todo mundo acha que o Hiro é o cara, que a Claire é a poderosa, que o Mohinder é o galã e que a Niki é a fantástica. E foi isso que me desapontou no episódio piloto. O japonês que consegue controlar o tempo revelou ser um bobo, a Claire até que podia ser uma personagem interessante se não ficasse se posando de gostosa, o Sayid dá um coro no Mohinder e a Niki é simplesmente a garota estranha do "Premonição". Ou seja não dá para levar um seriado como esse a sério. E isso é justamente o problema: Heroes, se não fosse um programa metido a ser complexo e poético, poderia ser uma delícia mas se perde quando quer ser algo mais do que puro entretenimento teen. É a crise de identidade que todo super-herói entende pra caramba e tenta lidar em sua saga embora poucos conseguem com sucesso... E, deste modo, Heroes acaba se revelando falho em sua própria estrutura megalomaníaca de busca pela perfeição sem falhas.
Homem Aranha é legal porque, apesar de tudo, ele é humano pra caramba. E o fato é explorado com maestria por Stan Lee (o que acaba não se repetindo no programa criado pelo Tim Kring). Não há profundidade nas personagens. Eles são tipos e caricaturas ambulantes (mesmo sendo carismáticas como Masi Oka), totalmente diferentes entre si e, se não fosse pelo fato de que eles têm poderes especiais, nunca que haveria entre eles uma ligação forte. Não adianta chorar: Liga de Justiça, O Quarteto Fantástico e X-Men tinham algo além do abracadabra.
Mas talvez esteja errada, talvez Claire e sua turma tenham uma química fantástica e eu ainda não percebi em minhas "pesquisas de campo". Mas não vou arriscar perder minhas tardes de folga para descobrir. Nem se o Hiro me doasse uma hora a mais por dia.

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domingo, abril 29, 2007

Onde estava Buffy quando precisávamos dela?

"Minha irmã acabou de ser possuída por um assassino, meu marido está em 1994 e eu não quero dizer vivendo a moda de 1994...Ele viajou no tempo para salvar a minha outra irmã, então estou contando com você dessa vez para salvar a minha vida"
Piper Halliwell, Charmed

Outro dia estava passando uma reprise de Charmed na Sony e eu assisti porque essa reprise era nova pra mim. Eu só me iniciei na saga das bruxinhas quado a Brenda saiu e entrou a Marilyn Manson no lugar dela, mas eu achava super mega divertido ver a Piper explodindo coisas e a Phoebe toda cheia de namorados novos e bonitões. Só que eu acabei parando de assistir por causa do horário e, pra falar a verdade, não me fez falta nenhuma. Não acho Charmed a pior coisa que foi inventada na história dos seriados (como muita gente acha)...Eu me divertia pra caramba, verdade. Mas, convenhamos, de boa a série não tem nada. A começar pelos efeitos especiais: Umas purpurinas azuis no ar quando alguém sumia e muitos vidros quebrados. Cabou. Fora que os Demônios-Ultra-Mega-Giga-Malvados tinham, no máximo, chifres, cicatrizes ou caras coloridas.
Depois, quando a Prue resolveu morrer pra fazer filmes B, eles trataram de achar uma irmã desaparecida que era filha bastarda de um alcólatra com uma anja... o que foi mega irreal porque os anciões já deviam saber isso antes! (vocês não podem escutar o meu tom de voz agora, mas saiba que eu falei isso de um modo meio irônico).
Mas então, o episódio que eu assisti ainda tinha a Prue, e o Dr Troy continuava sendo um mistério para as bruxinhas...No capítulo apareceu um demônio no meio do círculo de cristais (Ah, quality Tv) e elas ficaram apavoradas e tal, e foram procurar no livro das sombras (!!!)

Pausa: Outra coisa que eu não entendo..Tantos personagens do mundo televisivo sabem os capítulos da Bíblia de cor e as três moças não decoram o livro das sombras...Cara...Ele até é ilustrado!

Bom, anyway, elas foram descobrir o demônio no livro e pensaram: Nossa...Esse aí é bem forte. Não dá nem para a gente explodir ou jogar um líquido colorido nele! E agora, o que vamos fazer?
Vamos pensar, vamos pensar... E elas ficam pensando enquando cada uma vai para um lado cuidar da própria vida. Aí elas lembram que somente juntas elas podem derrotar o mal e fazem um poema mágico e o cara morre pra sempre...Velho...Elas poderiam ter escrito um pré-poema para cada página do livro fazendo do mundo um lugar melhor: Sem demônios e com menos capítulos.

Obs: A frase do título do Post é uma frase real de um capítulo de Charmed. As irmãs realmente sabiam onde tinham se metido....

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sábado, março 17, 2007

How I Met How I Met Your Mother

"A única razão de se esperar um mês para dormir com uma mulher é se ela tem 17 anos e 11 meses."
Barney Stinson, How I Met Your Mother

Tudo bem, eu já falei uma pá de coisas sobre How I Met Your Mother. Sempre usei a série como um exemplo de uma boa sitcom que não tem nada para acrescentar e é só engraçada...Mas nunca comentei sobre ela. Todas as vezes que citei a série eu também coloquei no pacote nomes como Old Christine, According to Jim e The Class para acompanhar meus exemplos. Mas está na hora de eu falar sobre a sitcom que só depois de muito tempo descobri ser a mais bacana que está no ar. Revendo alguns episódios de How I Met Your Mother em uma tarde que tinha tudo para ser tediosa, eu fiquei pensando cá com meus botões que a série é, de fato, fantástica. O começo é típico de sitcom: Tudo bem, a gente assiste o primeiro, dá boas risadas mas nem pensa em riscar outras séries da lista para se comprometer a meia hora por semana de um programa que não tem nada para acrescentar em nossas vidas. Mas depois que a gente fica familiarizado com os personagens não dá para largar. E isso é a mais pura verdade.
O formato não tem nada de clichê. A série é contada em flashback por um pai que quer contar aos filhos (pasmem...) como ele conheceu a mãe dos moleques. E isso funciona muito bem! É tão bacana a gente ver uma narrativa legal! Com My Name is Earl as coisas são assim. Com Grey's Anatomy também. E em How I Met Your Mother as coisas funcionam muito bem... Logo no primeiro episódio a gente já tem uma surpresa: A moça pela qual Ted(o futuro pai) se apaixona pela primeira vista vai ser conhecida no futuro como a Tia Robin. E o pior: Os escritores da série fizeram com que o público se apaixonasse pelo casal Ted e Robin (que agora está junto), mesmo sabendo que os dois não vão dar certo no futuro. Diz se não é uma super estratégia bacana fazer essas coisas? Muita gente no começo pensava que a série era uma coisa meio Lost, e ficavam buscando um monte de pistas para descobrir quem seria a misteriosa mãe. Mas aí caiu a ficha e o pessoal acabou percebendo que isso era apenas uma estratégia para inovar em um modelo de séries que já está obsoleto...Que funcionou, funcionou...
Uma das diversas coisas legais do programa é o fato da série ser contada em flashbacks da memória do pai, tornando sua narrativa totalmente não-linear. São vários episódios com pontos de vista diferentes (Brunch), com flashbacks dentro dos flashbacks (The Pineapple Incident), com histórias paralelas e com episódios que se passam inteiramente em um local (The Limo e Arrivederci Fiero se passam dentro de um carro) que a gente acaba se viciando nessa originalidade. Tudo bem, a série tem seus pontos clichês: Os caras sempre se encontram no bar, a garota está afim do cara quando ele está namorando outra, tem o mulherengo que é engraçado...sim, sempre a mesma fórmula. Mas clichê é clichê porque funciona (citando o Marshall, em um dos episódios mais legais).
Os atores são bem cativantes e, embora Ted esteja narrando a história, os outros personagens não são apenas coadjuvantes: Ted é um fofo e amante à moda antiga, Robin, a mulher de seus sonhos (que a gente sabe que na verdade não é) é a moça independente que não quer um relacionamento. Lilly e Marshall (na minha opinião os melhores personagens) são um jovem casal enfrentando as neuras de um longo relacionamento (9 anos) e Barney é um nerd mulherengo, cheio de teorias e manias e que não se apega a nenhuma moça com quem dorme.
E sim, há frases repetidas e que acabam virando catch-phrases na maioria dos episódios: Legendary, Suit Up e os diversos tipos de "High-Five" já entraram para a história da série (e não daquele jeito de "Eu só falo quando eu tenho certeza" ou "isso, isso, isso") assim como referências a episódios anteriores tipo a piada do Slap Bet, que vai durar até o Marshall terminar seus cinco "direitos" de bater em Barney (já foram 2).
No entanto a série ainda não pegou por aqui e nem tem a audiência explosiva que merce ter lá fora. Os números são favoráveis, mas não fazem jus à qualidade do programa (muito menos se pensarmos nas besteiras que ainda seguram um bom número de espectadores).Então talvez seu destino seja ser alguma coisa meio cult, que poucas pessoas assistem para rir e se divertir (tipo as primeiras temporadas de Seinfeld).
De qualquer maneira, cult ou não, How I Met Your Mother merece sua atencão completa.

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sexta-feira, março 09, 2007

Um é pouco. Catorze é bom

Recentemente Ryan Murphy fechou um contrato (de 7 dígitos) com a FX para produzir Nip/Tuck até a sua sétima temporada. Lendo essa notícia a gente começa a pensar: Puxa, que bacana! A série é tão bem escrita, tem personagens tão bem desenvolvidos, diálogos geniais, Joely Richardson de volta (yey!) e mil coisas boas...Só que enquanto eu celebro, começo também a refletir... Nip/Tuck agora terá 22 episódios por temporada. Muitos consideram isso ótimo, mas eu acabo ficando com o pé atrás... Nip/Tuck é daquelas séries que são bacanas porque suas temporadas são distribuídas em doses homeopáticas. A primeira temporada, por exemplo, teve 13 episódios e foi maçante pra burro! O mesmo aconteceu com a segunda temporada e as seguintes... Aí eu fico pensando se não seria muito arriscado colocar mais episódios em uma série tão forte e de tanto impacto quanto Nip/Tuck.
Forçar mais episódios em uma série que não precisa de capítulos extras é uma das maiores besteiras que se pode fazer...
Peguemos os exemplos das séries inglesas então: "Coupling" nunca chegou a ter mais de 12 episódios por temporada. "The Office(UK)", "Prime Suspects", "As If", "Extras" também nunca se igualaram à marca de 22 episódios por ano, como na mioria de seriados norte-americanos. Tornaram-se "séries de autores". Stevan Moffat e Ricky Gervais escreviam todos os episódios das curtas temporadas de suas séries, fazendo com que elas fossem do jeito que foram idealizadas, com piadas retomadas em outros episódios e nunca descartáveis ou repetidas. Coupling e The Office foram séries únicas por esse fato. Já haviam sido elaboradas por completo antes da estréia, tornando desnecessária a corrida frenética para completar 20 e tantos roteiros de episódios em apenas um ano, com certas piadas e situações equivocadas e desesperadas.
Marc Cherry vendeu a primeira temporada de Desperate Housewives completinha, bem planejada e com histórias já criadas. Por isso a série, apesar de seus 24 episódios, deu tão certo...Por outro lado, o criador da dramédia teve de se afastar da produção da segunda temporada devido ao stress que teve por escrever tantos episódios sozinho. Bom, o segundo anos da série sentiu a ausência de seu criador e foi por água abaixo. Moral: Em séries de autor, muitos episódios por temporada estressam e prejudicam a qualidade da série. Por que você acha que séries como Weeds e Dead Like Me ficaram tão bacanas, consistentes e coerentes? Jenji Kohan e Brian Fuller criaram temporadas curtas, mas bárbaras e suficientes para suas premissas e temáticas.
Sem querer tirar o mérito de séries fantásticas como Grey's Anatomy, Veronica Mars, 24 horas (que, obviamente deve ter 24 episódios), não ficaria nem um pouco chateada se seriados diminuíssem suas quantidades de episódios... Se CSI, Without a Trace, Saturday Night Live, ER e outras outras séries baixassem suas cargas anuais de episódios para, em troca, melhorar em qualidade, o público e a produção agradeceriam.
O que me faz pensar que se Lost fosse uma minissérie seria, sem dúvida, um dos maiores marcos da história do entretenimento.

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quinta-feira, março 01, 2007

Ô Filho Ingrato!

Com rumores das saídas de Katherine Heigl (Grey's Anatomy), Michael Roesenbaum (Smallville), Goran Visnjic (ER) e as já confirmadas saídas de James Caan e Nikki Cox (Las Vegas) de suas séries para investirem na carreira cinematográfica, eu fico pensando cá com meus botões se tudo o que a gente lê sobre a melhora de qualidade da televisão está errado.
Quantas vezes a gente já não leu que a televisão está melhor do que o cinema? Tudo bem, artigos com essa temática só existem porque a tela grande ainda é considerada melhor do que a tevê mas, convenhamos, séries de qualidade conseguem ser muito melhores do que alguns filmes. Então por que escolher deixar grandes séries para tentar construir uma nova carreira muito mais instável?
Tudo bem, há vezes em que as coisas já deram o que tinham que dar (o fim de Friends não poderia ter ocorrido em melhor época), mas ameaçar desencanar da primeiríssima Grey's Anatomy por problemas salariais e uma possível oferta para o cinema é brincadeira! A Dra Izzie Stevens mandou muito mal... Largar o Seattle Grace e fazer o quê? "Meu Pai Herói 2"?
Tá certo, a moça é linda, boa atriz e está valorizada...Mas Grey's Anatomy também está e, let's face it, Katherine Heigl ainda não é uma super-estrela ao ponto de pedir mimos, nem ao ponto de sair com 345 ofertas de trabalho. O pessoal do Friends, por exemplo, levou 10 anos para alcançar um nível em que podiam se dedicar ao que queriam fazer. Grey's Anatomy ainda está no meio de seu terceiro ano.
Lembra o quanto foi vergonhoso quando Sara e Nick foram "despedidos" de CSI? a Dra Izzie corria esse risco, juntamente com o de ganhar antipatia do público. Mas agora já está tudo resolvido: A moça vai continuar em Seattle e vai ganhar aumento de salário, mas tem muita gente que vai ficar com o pé atrás com essa história...
E James Caan? O cara estava quase virando dublador de figurante de desenho animado quando foi chamado para fazer Las Vegas (Série que eu não suporto, mas entendo quem elogia, numa boa...). A série foi um sucesso e, agora que seu currículo saiu do estático ele quer voltar à carreira em Hollywood...Provavelmente vai ficar preso no status de mafioso, título que segura desde a época de Sonny Corleone, e vai ter jogado uma ótima oportunidade de encerrar a série (que, provavelmente, terá mais uma temporada) com chave de ouro.
Tem gente que pertence ao mundo da televisão, não adianta chiar. Charlie Sheen aceitou. Calista Flockhart também. E esses tem muito mais mérito e prestígio do que Michael Rosenbaum e Goran Visnjic. O croata até que já fez seus filmes e ER é uma série que costuma renovar seu elenco, mas o Lex Luthor deixar Smallville em seu último ano? É vergonhoso! A história do super-homem não terminar com seu mais famoso vilão é de matar...
Com a ainda suposta superioridade do cinema, eu acho curioso que adaptações cinematográficas de séries como Simpsons e Sex and the City estejam sendo aguardadíssimas pelo público. Mas talvez a curiosidade seja só minha. Talvez Shannen Doherty, Shelley Long e Mischa Barton estejam fazendo um puta sucesso em Hollywood e eu ainda não tenha percebido.

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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Naftalina

Eu adoro séries que se passam em uma época anterior aos dias de hoje. A reconstrução de cenários, os figurinos, os assuntos, tudo isso é tão fantástico...
Desde de Anos Incríveis que séries assim acabam me pegando. Tudo bem, posso não ser uma espectadora assídua de séries com essa temática, mas quando That 70's Show está passando, eu não mudo de canal. É uma delícia ficar assistindo ao Eric e sua turma em suas pequenas aventuras de três décadas atrás. Ou ficar encarando o Paul Pfeiffer, de Anos Incríveis, para vermos se ele realmente é o Marylin Manson. Séries assim, costumam dividir audiências. As duas que citei foram exemplos de seriados bem-sucedidos com essa temática. Mas há tantos outros com potencial que nem chegaram a ver a luz do mês seguinte. Não me refiro à Reunion. Reunion fez com que os anos 80 durassem 4 semanas sem absolutamente nada de brega que os anos 80 pudessem mostrar (a única coisa que fazia jus à época era a falta de celulares e de internet..Mas isso todo mundo sabia!).
Das séries que não conseguiram mostrar sua qualidades, as que mais me vêm à cabeça são Do Over e American Dreams. A primeira foi absolutamente efêmera. A idéia era muito bacana e a audiência brasileira acompanhava bastante. A comédinha contava a história de Joel Larson, um cara bem normal de trinta e poucos anos que, ao tomar um choque meio bizarro, é levado de volta para 1981 para reviver os bons tempos de adolescente. As calças de paraquedista, as filas para os filmes de Star Wars e, principalmente, o discurso "Carpe Diem" (do ainda inédito Sociedade dos Poetas Mortos) que o fez presidente do grêmio, foram bons momentos de uma série que tinha ótimo potencial e um bom elenco jovem. O mais bacana da série era o fato de que Joel sabia o que ia acontecer no futuro portanto todas as suas decisões eram tomadas a partir dessa noção, como se essa estranha situação fosse uma possível segunda chance para um cara maduro preso ao seu corpo em plena puberdade. Era uma delícia de se ver. Pena que durou tão pouco.
Já American Dreams foi um programa mais sério. Com uma hora de duração e 3 anos de estrada, a história da garota dos anos 60 que queria participar do American Band Stand era bem bacana, mas apenas servia de pano de fundo para contar a história da época de glória dos EUA: A idéia do Sonho Americano e do American Way Of Life penetrando nas casas do subúrbio, os principais problemas conjugais numa época em que o divórcio se popularizava, o surgimento do bom rock, do feminismo, a guerra do Vietnan...Enfim, tudo o que a Rede Globo sonharia em fazer mas nunca poderia conseguir (provavelmete porque escalariam a Priscila Fantin para algum papel)....Foi bom enquanto durou.

Entretanto não são apenas as séries que são feitas no passado que a gente adora. Quando Friends tem um Flashback de colegial é sempre divertido (a Monica gorda, a Rachel nariguda e o Ross e o Chandler Miami Vice Style são hilários). Um dos melhores episódios de How I Met Your Mother é o de um videoclipe dos anos 80, estrelado pela Robin. Em CSI, a lembrança de Catherine Willows pré-stripper conhecendo Mickey Dunn, nos anos 60, foi o ápice da nova temporada. As cenas do passado de Cold Case são melhores do que a resolução dos crimes. Seinfeld e George no ginásio da escola são fantásticos.
Mas por que a gente se sente tão atraído por episódios com flashbacks ou séries focadas em épocas passadas? Eu arrisco dizer que sempre buscamos por alguma certeza. E não dá para ter certeza imaginando o que pode acontecer no futuro: Os tempos de Star Trek já foram. Deadwood é que foi a sensação da crítica nos últimos anos...

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

McSpin Off????

Tudo bem, Addison Shepherd foi uma das melhores coisas que já aconteceram em Grey's Anatomy. Mas a Dra McHottie só se deu bem porque estava em Grey's Anatomy...
Spin-Offs não têm regularidade. A gente não pode falar que eles não dão certo porque logo vem Frasier na nossa lembrança. A gente também não pode falar que eles são um sucesso porque Joey e Time of Your Life ainda estão frescos na memória. Resta cruzar os dedos e torcer para que pedaços de suas séries favoritas continuem. Mas aí eu fico pensando: Não seria muito cedo para um Spin-Off de Grey's Anatomy? Poxa, a série ainda está no meio de sua terceira temporada (a segunda para Addison Shepherd) e logo já querem tirar uma das melhores personagens e médicas do hospital...que droga, não?
A nova série até pode ser um sucesso (e eu espero que seja), mas acredito que a cirurgiã neonatal só é uma puta personagem porque tem quem a sustente em Grey's. Não digo na produção (embora Shonda Rimes faça um belíssimo trabalho com as personagens femininas), estou falando do elenco mesmo. O que será da Addison sem as conversas com o Chief? Sem os momentos hilários com a Miranda? Sem a infinita tensão com Meredith? Sem a atração com Karev e com McSteamy? Sem o passado e o olhar de arrependimento com Derek?
Tudo bem, construíram Frasier com personagens novos, mas é bom lembrar que Frasier, ainda em Cheers, só tinha um vínculo forte com Diane, por isso não foi muito difícil separá-lo da série...Já o nosso melhor amigo Joey Tribiani fracassou sem seus outros 5 companheiros...

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Out of The Closet

"No meu sonho, eu estou no metrô completamente nua. Então, de repente, aquele jardineiro gostoso de 'Desperate Housewives' chega, e coloca a mão no meu seio. Aí, aquele cara inteligente de 'Jeopardy' chega e coloca a mão no meu outro seio. Aí, aquele coreano lindo de 'Lost' chega e põe a mão no meu outro seio. Ah, sim, nesse sonho eu tenho três seios." Grace Adler, Will & Grace

Eu sempre repetia: "Pode não ser a melhor série mas Will and Grace é, definitivamente, a série mais engraçada que existe." Agora que o programa acabou não posso mais repetir isso, já que se eu disser que Will and Grace foi a série mais engraçada de todos os tempos, claramente estarei equivocada. Mas foi ótimo enquanto durou: O número de indicações ao Emmy comprova e o horário nas quintas feiras noturnas na NBC (ajudando a formar o famoso momento "Must See TV"), também.
É normal dizer que sitcoms não acrescentam nada no mundo televisivo. É verdade se você pensa nisso agora: According to Jim, Two and a Half Man, Old Christine, How I Met Your Mother, The Class...Nenhuma dessas sitcoms atuais acrescentam nada de inovador na tv. Estão lá pelo propósito de divertir e nada mais (mas, diga-se de pasagem, cumprem muito bem seu trabalho).
Já Will And Grace inovou: Em um canal conservador como a NBC, conseguir ser estrela de horário nobre com uma premissa polêmica, episódios politicamente incorretos e durar 8 temporadas não é para qualquer um: O primeiro beijo homossexual da história do horário nobre foi dado em Will & Grace. Karen Walker era uma pirua sacana viciada em píluas que tinha uma escrava (praticamente) e um marido corrupto e nojento (tudo bem, a gente nunca chegou a ver o Stan, mas dá para ter uma boa idéia). Piadas de judeus eram lançadas tão freqüentemente como em filmes de Woody Allen. Grace tinha absolutamente nenhum caráter. Jack arranjava 2 parceiros diferentes para cada episódio. Will era um filho da mãe disfarçado de bom moço. A série tinha tudo para não cair nas graças do público... Mas com uma coisa os americanos não contavam: A risada.
Will and Grace serviu para mostrar como todos nós somos sádicos e não ligamos para isso. A gente se diverte às custas das desgraças da Rosario, das safadezas de Jack, das maldades da Karen, da burrice da Grace (e dos hilários momentos de cantoria) e da falta de tolerância de Will.
As inúmeras referências à cultura POP, ao mundo televisivo, aos músicais da Broadway faziam a gente se aproximar dos personagens. Quantas vezes a gente não queria sair pulando pela rua cantando Mamma Mia? ou quantas vezes a gente não chegou a pensar: Sim Jack, é verdade...The O.C realmente é um seriado sobre adolescentes de 20 e poucos anos com pais de 30 e poucos anos. Nossa Will, total...King of Queens é engraçado de vez em quando. Grace, eu também gostaria de seguir comida para onde quer que ela fosse...Puxa Karen, claro que sim...Misturar Vodka com Vicodim...erm...não, não...
Grande parte do sucesso vem das excelentes performances dos atores, sempre em ótima sintonia..É muito difícil a gente ver um elenco com tanta química: Os momentos dos jogos de Will com Grace e as peripécias nonsense de Jack e Karen mostram para a gente que esse quarteto irreverente e sempre em forma foi muito bem escalado.
Kevin Bacon interpretando a si mesmo, Maddona interpretando uma moça beeem esquisita, Mira Sorvino ressurgindo das sombras, Harry Connick Jr fantástico como um charlatão apaixonado, Bobby Canavale como um policial durão e gay, Britney Spears interpretando uma lésbica, Alec Baldwin podendo ser um canastrão (no inovador episódio ao vivo), Jack Black, Macaulay Culkin, John Cleese, Glen Close, Elton John, Geena Davis, Woody Harrelson, Michal Douglas, Minnie Driver, Demi Moore, Janet Jackson, Bruno Campos (olha só!), Molly Shannon, Sharon Stone, Cher, Jennifer Lopez...Todo mundo queria aparecer por alguns minutos em Will & Grace. A série nem tinha audiência recorde, mas era tudo por uma boa risada.
Com piadas hilárias e cenas antológicas (a morte de Leslie foi fabulosa) Will & Grace sempre vai deixar saudades. Enquanto isso somos obrigados a assistir séries fracas como a bobinha 'Till Death, esperando que Hollywood volte a sair do armário de qualquer maneira. Pode até ser voando pela janela.

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terça-feira, fevereiro 20, 2007

What do you don't like about Nip/Tuck?

"A linha que divide a indústria pornográfica e a cirurgia plástica é tênue. Todos nós vendemos fantasias, não é verdade?"
Dr. Christian Troy, Nip/Tuck

nunca tinha acompanhado Nip/Tuck pela Fox, mas sabia do que se tratava...Era a série dos cirurgiões plásticos, do mesmo criador de Popular, com o cara que fazia o demônio no Charmed e a filha da Vanessa Redgrave... E por que que eu ainda não tinha assistido, eu não sei. Adorei Popular, Curto séries médicas, A Vanessa Redgrave é uma puta atriz e bom...Eu já assisti muito Charmed...

Só foi há um mês que resolvi assistir Nip/Tuck, depois que um amigo me emprestou a primeira temporada, insistindo que eu ia gostar. Vamos lá então, pensei eu cá com meus botões. Coloquei o primeiro episódio e entrei em choque. Tive que parar no meio para ir viajar, mas sentia que só assistiria ao primeiro episódio, devido ao mal-estar que me encontrava. Pedi para minha mãe assistir o piloto e depois comentar comigo. Ela odiou até a morte e falou que foi a pior coisa que ela já tinha assistido nos últimos tempos.. Poxa, não é para tanto, mamis. Precisava mostrar que ela estava errada e resolvi terminar de assistir ao primeiro episódio e já começar o segundo, só para provar para mim que a moça que odeia Whose Line Is It Anyway estava sendo exagerada.
Assisti ao segundo e não consegui parar até completar o primeiro disco. De fato, minha mãe estava certa. Comparado com os outros capítulos de Nip/Tuck, o primeiro é um lixo. Tinha necessidade de chocar e acabou fazendo isso. Só. Os outros capítulos com temática bem forte e cirurgias bastante reais não ficam só no choque desnecessário. A busca da perfeição estética é apenas um escapismo para a hipocrisia do homem que quer apenas a auto-afirmação e controle sobre si mesmo, tornando-se um "Narciso Freudiano Edipiano".
Claro, que se a gente quer buscar somente rostos bonitos, boas interpretações e intermináveis cenas de sexo a gente pode assistir Nip/Tuck... Mas se a gente quiser buscar uma análise complexa das pessoas de hoje, acompanhar fantásticas performances, personagens incrivelmente bem construídos e a evolução natural do desumano, dá pra ligar na Fox também e assistir aos momentos incríveis dessa série fantástica...as cenas entre Julia e sua mãe (um maravilhoso duelo de mãe e filha na vida real), os momentos de insegurança de Sean McNamara, o nascimento do filho do Dr Christian Troy (que antecedeu ao de Gabrielle e Carlos Solis, em Desperate Housewives), as horas tensas em que o vilão The Carver aparece, a participação especialíssima de Joan Rivers, a obsessiva e belíssima Kimber, a fenomenal e estonteante Ava More...e Matt MacNamara, quase assassino, quase gay, quase bom ator e quase Michael Jackson.

Alguém se habilita a me emprestar a terceira temporada?

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domingo, fevereiro 18, 2007

Poker is Joker with a P!!!

"Pergunte para eles se não seria mais rápido cortar a cara do bebê do pênis e depois colocá-la no coelhinho. Puta que frase estranha!"
Ross Geller, Friends

Eu fico fascinada com o quanto Friends é popular. Se você começa a cantar Smelly Cat, ou falar How YOU doin', todo mundo reconhece. Tem até gente (como eu) que tenta mostrar que sabe mais do que os outros, começando um campeonato de cultura inútil para saber quem é mais fanático: It's Muu, Joey's Apple, There's Always Room for Jellow, Seven, Althea etc...
Quantas séries foram assim? Tudo bem, tem séries que deixam sua trademark, mas as falas famosas não passam de duas... A Summer com o "iuuu" (não sei como se escreve), o "Frack" de Battlestar Galactica, "Tell me what you don't like about yourself", de Nip/Tuck, O Lost com "Dude"..."Breasts!!!" de Coupling, "Damn It", de 24...Em Seinfeld houve frases famosas pra caramba, tipo "Not that there's anything wrong with it", ou "Real and Spectacular", mas Seinfeld é exceção das exceções. Chaves a mesma coisa, são catchaphrases que sempre repetiam-se..."Ninguém tem paciência comigo" e "isso isso isso" estão na ponta da língua de qualquer brasileiro que já teve seis anos de idade (ou que mesmo com 60 ainda se sentem com 6 quando ligam no SBT), mas frases soltas e faladas uma vez serem repetidas por tantos anos, é uma proeza única de Friends. Não houve ainda outra comédia com tanto sucesso e tanta repersursão como Friends (nota-se que eu escrevi comédia...os fãs de Arquivo X e Lost podem desencanar de reclamar). Era tão divertido assistir ao episódio do Poker, ou ver os pais da Monica, as irmãs da Rachel, a Ursula, os flashbacks...É uma nostalgia (ainda curta...) ligar a Warner 7:30 da noite e rir das piadas que a gente já conhece. Eu acho uma delícia.

Lê-se muito sobre o fim das sitcoms. Elas ficaram obsoletas, perderam a graça, o público ficou exigente etc... Mas acredito que o fim das sitcoms é o resultado da piora dos escritores do gênero. O público não ficou mais exigente coisa nenhuma. A comédia mais assistida nos EUA é Two and a Half Men...Que é uma sitcom. As comédias mais bem sucedidas de todos os tempos são Friends e Seinfeld, duas sitcoms. Não há muitas sitcoms vivas hoje em dia, mas culpar o público exigente é só escapismo: Como um público pode ser exigente se Supernatural, Las Vegas, 7th Heaven, Club House continuam passando na tv? é fácil culpar o público pela incompetência das novas sitcoms. Lembre-se que a Old Christine ganhou o Emmy de melhor atriz. Lembre-se que os dvd's mais vendidos são de Seinfeld e Friends. Lembre-se que a gente que reclama das risadas no fundo ainda assiste Chaves. Lembre-se que Friends passa todos os dias, às 7 e meia da noite. Lembre-se disso. Porque você é público. E não tem culpa de nada.

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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Quando eu for Aaron Sorkin eu...

"Esse não é o tipo de comédia que pretendíamos fazer quando a semana começou"
Simon Stiles, Studio 60 On The Sunset Strip

Studio 60 on the sunset strip não tem um nome cativante.
Studio 60 on the sunset strip não tem como público alvo o Americano Comum.
Studio 60 on the sunset strip não tem humor normal.
Studio 60 on the sunset strip não tem uma premissa que "pega".
Studio 60 on the sunset strip é absolutamente fantástico!
Não há na televisão atual uma série tão bem escrita e montada como Studio 60.
Com um elenco fabuloso, participações prá lá de especiais e roteiro de Aaron Sorkin, a série tinha tudo para dar certo. Mas os caras não quiseram apostar na banalidade e no lugar-comum. Isso é bom? Sim, se você quiser ter a melhor primeira e única temporada de uma série. Não, se você quiser cultivar uns 4 anos de uma série apenas mediana.
Obrigada senhor Aaron Sorkin!
Eu acredito que a maldição de Friends vai continuar, a série não vai conseguir uma segunda temporada, não vai aumentar sua audiência, mas ela fará história para o público que gosta de um bom texto, histórias cativantes e personagens altamente complexos.
Em menos de uma temporada completa, Studio 60 conseguiu ter a ilustre presença de Sting, Natalie Cole, Felicity Huffman, Rob Reiner, Masi Oka, Lauren Graham, Christine Lahti e outros que Saturday Night Live (o tipo do programa "dentro do programa") não conseguiu ter em seus 5 primeiros anos.
Com uma arrebatadora cena inicial no episódio piloto, Studio 60 conseguiu tirar o Chandler de Matthew Perry. Conseguiu re-lançar Steven Webber (dessa vez como um cara bem sério), conseguiu deslanchar Sarah Paulson e, principalmente, conseguiu com que Amanda Pete não precisasse tirar a roupa para ficar fabulosa.
Parabéns senhor Aaron Sorkin. E aceite minhas desculpas por não colocar fé em sua série, mas saiba o senhor que a minha fé não removeu a montanha de Hollywood quando eu queria removê-la...Cruzem os dedos vocês então, porque eu fico cética quando se trata de depender da audiência americana.

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terça-feira, fevereiro 06, 2007

um herói, dois heróis, três heróis...

tudo bem, Who Wants to Be A Superhero tem seu público alvo, respeito de coração...mas que série esquisita foi essa que estreou hoje na Sony... Tipo, querer ganhar dinheiro com sua "profissão" secreta é mais feio do que querer matar todo mundo no Oriente Médio? Juro, por mais que a série tenha sido totalmente estranha, eu fiquei concentrada em Stan Lee e seus discípulos por todo o tempo além de ter ficado absolutamente triste quando eliminaram os dois candidatos. O cara que anda pelas ruas com uma arma do meu tamanho (Freud explica, certamente) e uma mulher banana merecem permanecer no programa mais do que o cara que representa os gays e o cara que representa os nerds das lojas de quadrinhos? Foi uma péssima estratégia de marketing expulsar os dois participantes que mais se identificam com o público fiel dos HQ's... Realmente acho que Stan Lee se equivocou...enquanto isso estou torço para a Fat Mamma que pelo menos inova no conceito de heroína.

Durante os intervalos ficava pensando em que tipo de heroína que eu poderia criar...e gostei do resultado...vou elaborar melhor mas tô curtindo meu esboço...pelo menos é melhor do que a mulher macaco...

E pausa para comentar a entrada de todos os participantes na suposta casa dos heróis: que diabos foi aquilo? olhar o horizonte com cara de confiança vai fazer de você um super-herói sem vida patética...pense de novo...

De qualquer forma, quando alguma coisa disputa horário com Supernatural, qualquer que seja essa coisa, eu vou assistir...O antigo Dean matando moscas assassinas? tenho mais o que fazer...tipo assistir ao reality show do Stan Lee.

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domingo, fevereiro 04, 2007

Saturday Night Alright For Fight

"David Beckham, o jogador, assinou um acordo de 250 milhões de dólares com o time do Los Angeles Galxy...Que aparentemente existe!"
Amy Poheler, Saturday Night Live

Muito se discute sobre a qualidade de Saturday Night Live. Dizem que o programa está se arrastando só por fazer história e sem se importar com o conteúdo e a qualidade. Dizem que a Era de ouro de SNL (Chevy Chase, Mike Myers, Adam Sandler, David Spade...) nunca poderá ser repetida e que seus comediantes de agora beiram o ridículo. Dizem que quando o último grande, Jimmy Fallon, saiu o show chegou ao seu fim. Discordo, Discordo, Discordo... Eu ainda sou fã, e grande fã, de SNL...Tudo bem exitem 3 esquetes ruins para cada uma boa, mas mesmo assim, talvez por respeito e esperança, ainda assisto. e assisto religiosamente. Tão religiosamente que me sinto apta a dizer que a geração atual de Saturday Night Live é absolutamente fantástica. Tirando o Will Forte (que eu acredito que está lá só para imitar o Bush - e provavelmente agradece ao George W por ter sido reeleito) o elenco inteiro é excelente. Dizem que é impossível reviver momentos marcantes como o More Cow Bell, o Mango, O Celebrity Jeopardy etc...Tudo bem, momentos hilários, fenomenais e históricos mas dá para lembrar de coisas absolutamente marcantes nesses últimos 3 anos, pelo menos. Lazy Sunday ( O vídeo das crônicas de Narnia) é genial e repetido por milhares de neguinhos no youtube. Dick in The Box também. Isso sem contar as histórias da Carol (I'm Caaaaarol - que o Horatio faz tão bem), da Debbie Downer e o My Super Sweet Sixteen feito com a participação da Scarlett Johanson que foram muito bons. Fora a cena ridícula e digna de piada para o ano inteiro da Ashlee Simpson cantando a música errada no playback...E nem precisaram fazer uma esquete de verdade para zoar disso... Saturday Night Live sempre foi assim...Uma hora e meia de piadas novas e esquetes atuais, uma vez por semana e ao vivo...Poxa, é para ser assim. é que nem disco novo do U2. entre as 11 faixas, umas 3 são de qualidade boa. é o preço que a gente paga quando quer ouvir a melhor banda do mundo não é?

Obs - Ainda me pergunto qual é a estratégia de Marketing da Sony ao lançar SNL uns 8 meses atrasado em relação aos Estados Unidos...O programa é sobre atualidades, não faz absoluto sentido!

Obs 2 - Anotem minhas palavras: A Kristen Wiig será a maior comediante feminina dos últimos anos (ultrapassando minhas sempre queridas Rachel Dratch e Maya Rudolph). Essa mulher é absolutamente sem dúvida uma revelação digna de Julia Louis-Dreyfus nos tempos da era de ouro de SNL

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Remakes e um pouco além dos Remakes

Baseado em um post do cibalena

Depois de assistir ao Globo de Ouro (nunca vi globo de ouro tão comentado quanto o desse ano...que bacana!) e ao SAG awards começo a pensar em como é difícil ser audacioso, criativo e reconhecido no mundo da televisão.

Vamos por partes...

Analisando os principais vencedores das noites percebi que os prêmios foram para The Office e Ugly Betty...Sem questionar a qualidade de nenhuma das duas séries começo a pensar que talvez falte originalidade nas novas produções televisivas.
The Office é um remake de uma série britânica (do genial Gervais) enquanto Ugly Betty despensa comentários sobre sua origem. Tudo bem, tanto Steve Carrell quanto Salma Hayek foram audaciosos em apostar em séries já existentes, mas de forma alguma houve originalidade. E se pensarmos assim quantas séries pecam pela falta de originalidade? As séries teens de hoje em dia são muito parecidas. The O.C, One Tree Hill e Dawson's Creek têm suas diferenças entre si, e pontos característicos. Um seth cohen é único, sem dúvida (embora, pessoalmente, acho o cara um pentelho), mas uma Joey Potter é fácil de se ver. é necessário alguém com quem o público se identifique e o público alvo teen, por mais que reclamemos, é homogêneo.
Todas essas séries são oriundas de My So Called Life. série de vida curtíssima, mas que revolucionou a história das séries de televisão, criando um novo gênero diferente de sitcoms e séries policiais.
Tudo bem, já existia 90210, mas com todo o respeito que tenho por essa série (e o respeito é de fato grande) 90210 não explorava, mas nem a pau, os dramas e as dificuldades da adolescência.
My So Called Life inovou e, como toda série inovadora, trouxe umas outras 30 querendo o mesmo posto. Summerland, Young Americans, Degrassi, Freaks and Geeks, Life as We Know It, Boy Meets World, Odd Man Out...Eu até podia falar de Felicity, Everwood e Veronica Mars mas como qualquer outro espectador destas séries concordaria, elas não são dignas de ser generalizadas (embora Veronica Mars seja extremamente parecida com Twin Peaks...)

Voltemos às comédias...
A grande comédia de todos os tempos, Seinfeld, foi a grande comédia de todos os tempos porque fez com que sua temática fosse absolutamente impossível de se copiar implicitamente. Friends pode ser facilmente comparado com a versão britânica de Coupling (a americana não é digna de ser mencionada). Ned and Stacy pode ser facilmente comparada com Caroline in The City. Até Studio 60 pode ser comparado com 30 rock e a temática das duas é absolutamente diferente.
isso sem contar os dramas médicos e os investigativos(oriundos da franquia de CSI que mais parece estratégia de agência de turismo)...Chicago Hope, E.R, Strong Medicine, House e, por que não Scrubs e Grey's Anatomy?
Na verdade não acredito que estas séries sejam parecidas, mas uma temática original entre elas é difícil de se ver...Tudo bem a abordagem pode ser diferente e inovadora, mas Scrubs e Grey's Anatomy têm muito em comum, inclusive qualidade.
How I Met You Mother, por exemplo, é uma série bonitinha e engraçadinha e, embora tenha uma narrativa bem bacana e diferente, não se diferencia de uma sitcom qualquer.
Quer uma série totalmente inovadora? "My Name Is Earl", com o fantástico Jason Lee. Puta, que série legal! Eu sempre repito que My Name Is Earl é como se fosse aquele tio branquelo que usa regata e não usa desodorante, mas é o tio mais engraçado da família...Pra mim o Earl e sua turma representam esse cara...Incomoda, é meio nojento, mas cacete como esse tio é legal e, até agora, incomparável.
Desperate Housewives e Weeds são também duas séries fenomenais, mas não dá para assistir às duas sem compará-las. Não importa quem veio primeiro, mas a competição entre o nível de desespero entre Wisteria e Agrestic é evidente.

Mas talvez estejamos sempre fadados a comparar tal série com tal série... mesmo policiais com comédias ou mistérios com novelas...é que com a falta de horários bacanas para vermos seriados temos que nos conformar em escolher entre CSI e E.R, Grey's Anatomy e Cold Case, Medium e Close to Home...Por isso é que se eu fosse Deus, não só teria matado a Marissa Cooper mais cedo, como teria feito os dias durarem 36 horas.

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Scalpe

Foi relendo um de meus posts no cibalena que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Foi assistindo séries de televisão que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Foi vendo a capa da superinteressante deste mês que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Foi escrevendo resenhas de Desperate Housewives que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Foi entrando todos os dias no sériesetc e no teleseries que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Foi fazendo qualquer coisa em qualquer dia que resolvi criar um blog apenas de séries de televisão. Eu via um pequeno garoto na rua e ele me lembrava um filho da Lynnete. Eu via um gordo no shopping e ele me lembrava de Jim. Eu via uma mulher de olhos esbugalhados na rua e me lembrava da fenomenal Tori Spelling. Eu via um poste na rua e conseguia fazer associações desde Veronica Mars até Will and Grace. Então por que não escrever sobre o que eu mais gosto de fazer na vida?
Ninguém está pressionando uma arma na minha cabeça, posso escrever o que quiser, quando quiser, parar de escrever o que quiser, voltar a escrever o que quiser, xingar a Lívia Prestes, zoar o Seven Cities, criticar a Warner, enfim...comentar, mesmo que seja comigo mesma, o que eu sempre quis comentar mas ninguém agüentava ouvir.

A capa da superinteressante sugere o fim da televisão por causa da popularidade de Lost. Não cheguei a ler a matéria nem comprar a revista e, desobedecendo o "não julgue um livro por sua capa", me sinto na necessidade de pontuar que a superinteressante cometeu um erro de julgamento. Acredito que a popularidade de Lost abriu espaços ainda maiores no meio da mídia e, principalmente, no meio televisivo. Tudo bem, quase ninguém mais assiste Lost na televisão (eu desobedeço essa moda e espero pela AXN, mas sou uma das poucas não fanáticas pela série...), mas temos de concordar que Lost atiça para caramba a curiosodade de qualquer espectador. Seja aquele que está acostumado com Manuel Carlos, ou aquele que já atribuiu "Frak" ao vocabulário do dia-a-dia. E o que mais impressiona é que essa curiosidade faz parte de uma linha tênue ao fantismo. milhares de sites e especiais de revistas dedicam tempo e espaço para comentar um seriado de televisão americano. Contigos e Suplementos de domigo dos nossos jornais começam a tirar um pouco de espaço das novelas e didicá-los aos especiais sobre séries médicas, investigativas, polêmicas... Diversos sites fornecem episódios legendados logo depois de das séries irem ao ar nos States, isso sem contar a febre do youtube que apresenta 754.000 vídeos musicados com cenas "JaTe", "Skate", "Carby" e outros apelidos bizarros para casais das telinhas...

Aos que acompanhavam pela primeira vez um seriado, o conceito de temporada era estranho. Como assim continua só em três meses? Novelas não são assim e graças a deus nunca foram. No máximo o suspense de sábado se resolveria na segunda. Não tinha nada disso...
Lost revolucionou o cenário de seriados enlatados, não pela sua qualidade (da qual não duvido de maneira alguma) mas pela sua capacidade de instigar o espectador para ver o que acontece depois. Vou contar que a minha parte favorita das segundas feiras na AXN eram as cenas dos próximos capítulos de Lost, não o capítulo em si. Quando a série chegou ao final de sua primeira temporada e umas três semanas de choque se passaram, todo mundo começou a ficar meio orfão. Surgem então pequenos refúgios. Prison Break, 24 horas e, para as fãs de Sawyer e Sayid, Desperate Housewives. Séries fantásticas que, sem o empurrãozinho de Lost, não seriam tão populares na terra das novelas.
Tudo bem, eu acompanho séries de televisão desde a época em que Days of our Lives passava na Sony (e a tonta assistia para procurar o Dr Drake Ramoray, que nunca apareceu) e não precisei de uma série grandiosa como Lost para me viciar em outras, mas agradeço ao Dr Jack Shepherd e sua turma que ajudaram tanto na popularização de seriados de televisão, que agora não preciso entrar em sites obscuros para comentar Weeds e Nip/Tuck. Basta esperar pelo próximo dia útil...

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